Pastor André Anéas

Avivamento e o fruto do Espírito

Igreja Batista em Quitaúna
Igreja Batista em Quitaúna
Avivamento e o fruto do Espírito
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Gálatas capítulo 5

Recentemente, muito se falou no meio evangélico sobre “avivamento”. Entretanto, a mesma igreja que tem um frenesi acerca dessa assunto, é uma igreja marcada por contradições: hipocrisia; julgamentos; ênfase no dinheiro; fala mais das más novas do que de boas novas; cheia de vaidade; cheia de ganância pelo poder.

Ora, será que esse é o “avivamento” que devemos esperar?

Certo é que não dá para conceber uma igreja morta. A igreja deve ser viva, portanto, “avivada”. Mas ser viva não é, necessariamente, um bom sinal. Tudo que é vivo dá fruto, pois está em desenvolvimento. A questão é se o fruto é bom ou ruim – os exemplos acima mostram um fruto de péssima qualidade.

Uma igreja viva dá o fruto do Espírito! Bondade, amabilidade, paciência, domínio próprio, amor… Ser uma igreja viva não tem relação com a liturgia, com as músicas, com regrinhas tolas que inventamos para saber quem é mais santo ou menos santo, ou com a duração do culto. Uma igreja viva, cujo fruto é bom, é uma igreja que AMA.

Que sejamos vivos e produzamos fruto bom: o do Espírito!

Abraço fraterno amigo e amiga.
André ❤️🙏🏼

A experiência plenitude

Meditações no Salmo 131

O que de fato queremos quando buscamos o Eterno? Qual o objetivo da nossa religião? Ouvimos mensagens, pregações e sermões; buscamos aplicar em nossas vidas; tentamos pacificar a nossa alma no perdão de Deus. Mas para quê? Qual o propósito de tudo o que envolve a nossa religiosidade.

Creio que a resposta é plenitude. A experiência da plenitude é um ótimo alvo para a nossa vida. Afinal, carecemos de autenticidade, de verdade e realidade em nossa experiência de vida. Não queremos viver uma vida fake. Queremos vivê-la plenamente. O salmista que ora aqui parece que atingiu esse nível de maturidade espiritual. Está pleno. Quais os traços de uma vida plena, segundo o salmista? Primeiramente, ele se livrou da arrogância. O arrogante é aquele ou aquela que se sente superior ao próximo. Seja por conta do capital intelectual, financeiro ou por qualquer motivo tolo, o arrogante olha o outro de cima para baixo, pois está apaixonado por si mesmo. Paixão cega. O salmista não é assim. A arrogância fora vencida. Consequentemente, por não ser arrogante, não carece se intrometer na vida de ninguém ou no que não conhece.

De que adianta estar apaixonado pelo próprio ego e não pode mostrar aos outros? Somente alguém verdadeiramente humilde, livre da tentação da arrogância, pode se livrar da cegueira e da vaidade, tornando-se verdadeiramente livre da atitude infantil de mostrar-se o que não é, exibir o que não tem, dizer o que não conhece. Por fim, o salmista não corre atrás de coisas grandiosas. Claro que não, pois já está satisfeito! Pleno é aquele que não corre atrás de dinheiro, felicidade, prosperidade. Mas sim, aquele que é satisfeito no agora, no hoje.

A experiência da plenitude é um viver desprendido. É um viver por viver, sem a pressão de mostrar ou ser o que não é. Viver, tão somente lançar-se na vida e encará-la com sobriedade, temperança e serenidade. Portanto, a experiência da plenitude nos coloca com os pés no chão do presente, pacificados e tranquilos, plenos e satisfeitos como um bebê no colo da mãe. Esperar em Deus não é ficar obcecado pelo futuro e neurótico com as coisas. É, pois, uma experiência de plenitude, em que o agora satisfaz completamente quem tem fé no Altíssimo. É um lançar-se para dentro de Deus, encontrando no Mistério a plenitude da vida.

A experiência da graça

Meditações no Salmo 130

Analisar o humano é constatar um fato: somos imperfeitos. Oscilamos, nos decepcionamos, planejamos mal, nos frustramos, temos altos e baixos, falhas morais, somos hipócritas, etc, etc, etc. Olhar para nós mesmos com sinceridade envolve nos depararmos com quem realmente somos e não a imagem que projetamos e que desejamos que as pessoas tenham de nós. Nesse salto para dentro do nosso verdadeiro eu, somos conduzidos à muita insegurança, angústias das mais diversas e medos.

A fé cristã tem uma resposta extremamente preciosa para o nosso mal: a experiência da graça. O Deus que é revelado em Jesus tem poder para nos salvar de nós mesmos. Em Jesus, vemos um Deus que toca os pecadores, que anda com eles e que se assenta na mesma mesa de prostitutas e ladrões. O Eterno que Cristo revela não é um deus que pisa ainda mais em quem já está no chão ou que coloca o dedo em nossas feridas propositalmente para ensinar lições ou sermos punidos pelos nossos fracassos éticos. O Altíssimo, em Jesus, é Pai Amoroso, misericordioso e gracioso, que perdoa abundantemente, faz sarar e cicatrizar a alma, nos conduzindo para um caminho existencial saudável e pleno. Quem ora no salmo encontra-se em uma situação desesperadora, suplicando pela misericórdia divina em sua vida. Está consciente dos seus próprios erros, sabe que se fosse por seu próprio mérito estaria condenado e que o Senhor é a sua única fonte de salvação e esperança. Por isso quem ora grita pelo socorro do alto. Certo é que encontra. No caminho da graça divina somos plenamente perdoados e não temos razão para vivermos angustiados e aflitos. Ao contrário, somos pacificados em nosso interior. A experiência da graça conduz o humano para um tipo de paz libertadora, nos tirando todo tipo de neurose religioso-espiritual que nos transforma em seres amedrontados e “esquizofrênicos espirituais”. Uma vez libertos, somos convencidos pelo Espírito de Deus que somos filhos e filhas amadas e que não precisamos nos preocupar mais com nosso futuro eterno, pois a graça de Deus fez todo trabalho em nosso favor.

Abre-se, assim, um caminho para pensarmos uma nova vida, em Deus. Conduzidos pela mesma graça salvadora, vivemos, pois, cheios de graça em nossa caminhada: leves e partilhando do amor misericordioso com o mundo. Nossas relações, ações e vida em sentido amplo, são agora experimentadas a partir do Deus-amor. Libertos de nós mesmos estamos livres para viver a vida abundante que Ele tem para nós!

O amor é amoral

Igreja Batista em Quitaúna
Igreja Batista em Quitaúna
O amor é amoral
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João 13: 35

O que nos torna discípulos e discípulas de Jesus? Sermos moralistas, juízes, intrometidos na vida alheia e religiosos rigorosos não nos faz discípulos do Nazareno. Podem até dizer que “somos diferentes”… Mas tem muita excentricidade por ai que nada tem a ver com o ensino do evangelho.

Segundo o próprio Jesus, o que prova/atesta que a pessoa tem Ele como mestre é o AMOR! Amor esse presente nas Escrituras – basta ler com uma boa dose de bom senso – amor que liberta a alma do ódio, da vingança e da falta de perdão; amor que supera a lógica da religião para vivermos o evangelho que nos faz livres para amar; o amor, que é encarnado, materializado, exteriorizado em manifestações concretas e práticas.

O que te faz discípulo ou discípula de Jesus não é a qualidade da catequese, não é o moralismo, não é um discurso religioso: É O AMOR! Sem amor, estamos distantes do Deus revelado em Jesus.

Minha oração é igual a da canção do Marcos Almeida:

“Deixa eu viver a boa nova
Deixa eu me encontrar com esse amor todos os dias
Deixa eu viver a boa nova
Que me faz bem, me deixa amar sem perguntar a quem”

Vamos amar! Quem ama conhece a Deus, pois Deus é AMOR!

Abraço fraterno,
André 🙏🏼❤️

A experiência de Jesus

Meditações no Salmo 129

Em muitas leituras dos salmos – e no Antigo Testamento (AT) – é possível notar traços teológicos que produzem um tipo de espiritualidade muito diferente da proposta no Novo Testamento (NT), especialmente nos evangelhos. A maneira do salmista orar é uma maneira visceral, vinculada por completos as suas emoções no momento de redigir ou entoar a poesia e falar a sua oração. Isso deve ser levado em consideração quando lemos os salmos. Mas a questão, como mencionada, não é apenas de forma, mas de conteúdo.

A teologia que sustenta a espiritualidade no AT é diferente da teologia que sustenta a espiritualidade no NT. Percebemos no salmista uma dor muito genuína, durante toda a sua vida, produzida por uma perseguição implacável pessoal e comunitária. Os inimigos de Israel foram, em muitos momentos, implacáveis. O problema ocorre em relação a maneira de se portar em relação ao inimigo e adversário. Quem ora, o faz carregado de ressentimento, que nada mais é do que uma ferida que não cicatriza e, uma vez constantemente exposta ao longo dos anos e da vida, torna-se um rancor constante, que permeia toda a existência e pensamento do ressentido. No salmo, o salmista não consegue perdoar, amar ou abençoar o inimigo. Só consegue o amaldiçoar, desejando vingança e o mal do outro. Percebe-se um espírito triunfalista também em quem ora. O orante está cheio de arrogância em relação a quem o feriu, se vangloriando do seu Deus e se colocando como que superior espiritualmente sobre o que pratica o mal. Não há sinal de humildade, de cautela nas palavras ou de contenção em suas expressões. No NT, através dos ensinos de Jesus de Nazaré, somos instruídos a perdoar os que nos fazem mal, a amar os inimigos e a orar por eles. Mais, somos orientados a sermos mansos e humildes, nunca deixando que a nossa religião nos torne soberbos e altivos. Infelizmente, a leitura de muitos evangélicos em nossos dias está mais para a lógica do AT do salmista do que do NT de Jesus. São “evangélicos” que se sentem superiores a tudo e todos. Estão convencidos de que devem conquistar “para Jesus” politicamente o Brasil e o mundo, como se fossem a solução definitiva de todos os problemas. Acham que a sua postura é superior a outras posições e veem quem diverge como inimigo e herege, seja de dentro ou de fora da igreja. Carregados de ressentimento de um passado problemático longínquo, insistem em guardar rancor de coisas e situações que nem viveram. A oração do salmista é genuína. Entretanto, a nossa leitura precisa estar balizada pela lógica de Cristo. Somente vivenciando a experiência de Jesus, seremos capazes de nos prevenir de leituras com lógicas ultrapassadas e caducadas, como afirma o escritor de Hebreus (8.13), e nos abrirmos para um horizonte cheio da misericórdia encontrada no Cristo!

Pr. André Anéas

Quando a esperança é ousadia

Igreja Batista em Quitaúna
Igreja Batista em Quitaúna
Quando a esperança é ousadia
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Lamentações 3:18

Existem momentos em que não há esperança. Os poemas contidos no livro de Lamentações narram um desastre tamanho em que só é possível chorar. Fome, guerra, destruição, violência e muitas dúvidas. Quem escreve tem dificuldade até mesmo para entender Deus em meio ao caos.

Acredito que muitas vezes estamos assim. Diante das circunstâncias sociais, pessoais, religiosas, não temos esperança. Só existe um caminho possível: OUSAR esperançar.

Essa ousadia precisa ser fruto de algumas convicções: 1. Saber que Deus é o Deus da misericórdia. 2. Experimentarmos a misericórdia de Deus. 3. Saber olhar para os sinais da misericórdia!

Decidi para mim mesmo: VOU OUSAR TER ESPERANÇA. Para isso, guardei em meu coração a certeza de que Deus é amor infinito. Vou treinar meu olhar para olhar para Jesus – é só para ele! Mais: não vou deixar que nada nem ninguém me tire a alegria dos sinais de esperança que vejo no mundo.

Te convido a fazer o mesmo… Quando a esperança é ousadia, vamos ousar esperançar a partir da realidade do Deus que renova suas misericórdias todas as manhãs! Vamos ser inundados da esperança que procede do Deus da Vida, da Paz e da Justiça. Como diz o poeta, vamos cantar: “Você que inventou a tristeza / Ora, tenha a fineza de desinventar”, porque Deus é bom!

Abraço fraterno,
André 🙏🏼❤️

A experiência do céu na terra

Meditações no Salmo 128

Alguns textos das Escrituras, se entendidos literalmente, podem gerar um grande mal-estar no leitor. Esse mal-estar não é fruto de uma intenção maldosa – ou herética – de quem deseja deturpar o texto em prol de algum tipo de benefício próprio. Não. É um mal-estar justo e adequado frente a um tipo de religião que lê o texto de maneira inadequada. Por exemplo: imaginem aquele ou aquela que não se casou, que não tem uma esposa ou esposo, tão pouco filhos para juntar ao redor da mesa em um domingo ensolarado. Ou então o casal que não pode gerar filhos, ou que tentou e devido a circunstância misteriosas da existência a mulher sofreu um aborto espontâneo. Se tomadas ao pé da letra, deparar-se com as palavras do salmista pode significar algumas coisas. A falta de temor e zelo do Senhor, resultando no castigo divino e consequente falta de alegria e prosperidade na vida. Ou, quem sabe, se aquele ou aquela quem lê estiver confiante do seu compromisso com o Eterno, um grande nó na cabeça em virtude de se crer na literalidade bíblica.

Deixando essa leitura simplista, racionalista e tola de lado, acredito que o texto nos diz coisas fundamentais sobre a nossa espiritualidade. Primeiro: temer a Deus, reconhecendo a sabedoria inserida na lógica bíblica como grande norteadora da nossa caminhada é um caminho excelente. Não se trata de um caminho mágico, em que todos os problemas, dores ou sofrimentos serão eliminados. Essa ideia é infantil. Continuaremos enfrentando doenças, dificuldades e desafios gigantes, tendo ou não o temor de Deus. A questão é que ter no Eterno a fonte de sabedoria significa aprendermos a viver. E a vida que se vive com a sabedoria divina é uma vida mais abundante do que a outra. Ouvir e obedecer a Deus significa que estamos em um caminho inteligente, cheio de conhecimento e discernimento. Dessa forma, independente das circunstâncias, a felicidade estará próxima, a família estará unida (independente da configuração) e as bençãos do Senhor estarão sobre nós. Segundo ponto que o salmista nos faz pensar é a imagem utópica dessa cidade de Jerusalém. Infelizmente o mundo não é perfeito. Os problemas são reais e concretos. Nem todos podem priorizar o bem-estar em volta de uma mesa farta, pois sequer casa tem. Mas percebam a imagem que o texto descreve. Uma cidade abençoada, gerações cheias de vigor e vida.

Portanto, uma sociedade em que tanto o bem-estar individual quanto o comunitário é próspero em sentido amplo da existência. Para além das literalidades, o texto nos convida para imaginar e contribuir com esse horizonte. Como como Jesus nos ensina, orar para que “venha o Teu reino”, “assim na terra, como no céu”.

Que a sabedoria do Altíssimo nos dê coragem para concretizar o sonho de Deus e vivermos a experiência do céu na terra a partir da sabedoria que procede do temor do Senhor.

Natal é nascimento e Vida!

Igreja Batista em Quitaúna
Igreja Batista em Quitaúna
Natal é nascimento e Vida!
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O Natal é a data em que celebramos o nascimento de Jesus. Deus nasceu, encarnou. Muitos são os significados desse acontecimento: perdão, esperança, salvação.

Mas algo pode passar desapercebido: o nascimento, a Vida em si mesma. Deus decide se revelar nascendo, vivendo. Nascimento é Vida. E no Natal celebramos o nascimento da Vida, por parte daquele que gera a Vida.

Quando refletimos a Vida, sabemos e vivenciamos a sua complexidade, seus paradoxos, seus dilemas. Mas a sabedoria do evangelho de Jesus, desse que é a Vida, nos fornece caminhos para viver melhor…

A Vida é de viver. Na revelação de Deus – a Vida – descobrimos que a Vida é menos teoria e mais prática; menos discurso e mais ação; menos abstração e mais concretude; menos ideias e mais sensação. Que nesse Natal e em toda a nossa Vida, apliquemos os ensinamentos de Jesus na jornada, na Vida.

Mais: a Vida é hoje, agora, neste instante. Não dá para viver a Vida no passado. Tão pouco se vive da expectativa do futuro. Honramos a Vida que nos é dada como dom quando a experienciamos já.

Jesus nasceu. A Vida nasceu! Portanto, não deixe para perdoar, amar, compartilhar, abraçar, acolher e ser generoso depois. Seja agora e faça da sua Vida uma vida que honre o seu nascimento.

Que a nossa fé seja expressão de Vida. Muito além de uma religião, que a nossa espiritualidade cristã, que tem em seu fundamento um Deus que nasce e mama no peito de Maria, enalteça a Vida de Deus em nós!

Feliz Natal irmãos e irmãs!

Abraço fraterno,
André Anéas ❤️🙏🏼

Você tem compromisso com o Evangelho

Igreja Batista em Quitaúna
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Você tem compromisso com o Evangelho
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Lucas 17:11

Não é sobre ser #IBQ, é sobre voltar-se pra Jesus!

Abraço fraterno,
André Anéas ❤️

Vivendo como se não…

Igreja Batista em Quitaúna
Igreja Batista em Quitaúna
Vivendo como se não...
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A igreja é vocacionada para ser o que não pode ser encontrado na terra. Quando, como igreja, “jogamos os jogos” desta terra (guerra cultural, violência política e idolatria a um humano), traímos Jesus, seu evangelho e Reino. Somos chamados a viver “como se não”……..

O reino de Jesus não é daqui… A qual reino você pertence?

Abraço fraterno,
André ❤️??

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